sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um poema clássico.


Monte castelo

O amor e o fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente
é o contentamento descontente
é dor que desatina sem doer
È o não querer mais que bem querer
é solitário andar por entre a gente
é o não contentar-se de contente
é cuidar que se ganha em se perder
é o estar-se preso por vontade
é servir a quem vence o vencedor
é o ter com que nos mata a lealdade
tão contrario a si
é o mesmo amor
Estou acordado e todos dormem
Agora vejo em parte
mais então veremos face a face
É só o amor que conhece o que é verdade
o amor é bom não quer o mal
não sente inveja ou se invaidese
Ainda que eu falasse a língua dos homens
Que falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

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