terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Profundezas da paixão


Minha postagem de hoje foi um presente dado do coração de um grande amor. Suas palavras tão belas que me enchem o dia  já faz algum tempo. E que me ajuda a postar vários textos aqui para que o coração de algum leitor possa cantar de felicidade. Ele me pediu para colocar como sendo meu estes versos, mas achei melhor dizer que os versos são sim meus pois foi me dado com estas palavras : " ... mas eu te dei. E eu não fiz, apenas saiu de mim. Só isso. Se saiu de mim alguém colocou ele aqui. E esse alguém foi você." Espero que gostem ... 


 Profundezas da Paixão.

Leva-me noite escura para tua catacumba onde e frio é gélido.  
Leva-me não por que sou mau ou ingenuo.
Mas sim porque sou bom e quente demais para esse mundo.
Mas se lá houver alguém como eu tranca-me  
e estarei sorrindo  pela eternidade.
Pois jamais vocês saberão
o quanto estar só pode ser bom quando  alguém pensa em você. 
Jamais saberão amar nada além
que pode se tocar, sentir, machucar, roubar e sacrificar.
Já eu estarei feliz pois ninguém poderá me faser mal algum
se ela estiver me esperando.  
Nas profundezas da catacumba fria e gélida.

Amanda de Andrade 



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Enquanto durar a sensação.

A distância o faz crescer. Os segundo viram horas intermináveis. O fogo que antes era apenas uma pequena fagulha se transforma em fogueira incandescente. Sinto o seu cheiro no ar, mesmo sabendo que não há cheiro algum. Escuto sua voz em meus ouvidos, mesmo sabendo que este som está apenas em minha cabeça. Meu corpo pede pelo seu em um abraço apertado e inocente. 
Como pode alguém que nem ao menos toquei uma vez preencher tanto os meus sentidos? Guiar-me a distancia apenas por uma câmera. Dizer lindas palavras que saem de uma maquina para encantar meu coração.  As vezes esses sentimentos são tão estranhos. Surgem como um passe de mágica ou de um monitor de computador cheio de gráficos e pixels. Ah! Como queria descobrir quem cria essas finas cordas do destino que tecem essa grande manta que chamamos de vida. Faria tantas perguntas ... ou melhor, não faria pergunta alguma. Apenas viveria um pouco deste ser e veria em tempo real como ele age. E talvez é claro contaria desse sentimento que sinto ao escutar aquela voz doce e grave dos meus sonhos. 

Mas ao mesmo tempo penso que se o ser humano descobrisse esse segredo todo o sentimento dele perderia a graça. Não seria mais a mesma coisa amar, odiar, assustar, surpreender, viver ... Então, como agradecer ao manuseador de teias?! 
Bem, irei tentar do meu jeito.
E o meu jeito é apenas continuar aproveitando enquanto dure a sensação. 

sábado, 28 de janeiro de 2012

O som.



Notas pequenas e puras
Cordas vibrantes em um mar cintilante 
pancadas de unhas em uma tela esticada
Vidas entrelaçadas em um ritmo atormentador
Tudo parece ser envolvido por algo invisível ... 
Essa magia que liga as matérias 
que somam um com o uno
Guiam a alma ao estado de sensação flutuante 
Brigam em discórdia num ritmo sombrio e incansável
cuidam dos velhos ouvidos 
e dos jovens estragam 
Oh! Que poder é este tão velho
e ao mesmo tempo tão novo de se criar
Vira madrugadas em baladas ou fúnebres cerimonias 
Acho que meu próprio ser exala algo em notas 
ao escrever este compasso de palavras
Fazendo a mente se encontrar com o coração
viver uma recepção de algo puro ou mortal 
Como o som da música. 

Amanda de Andrade

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um momento simples e feliz.


Um pequeno garoto brincava de bola na rua de sua casa. Alguns amiguinhos o acompanhavam na corrida de chutes e pernadas. Eles gritam e deliravam quando um dos grupos fazia um gol entre os chinelos que se fingiam de trave. Para eles era tudo focado naquele objeto de plástico colorido em forma de espiral, que deslizava pelo asfalto já velho e esburacado. Uma mãe de avental saiu no portão de umas das casas, gritando o nome de seu filho que corria junto aos outros amiguinhos. Como toda criança esperta, este fingiu não ouvir a primeira vez o chamado de seu apelido carinhoso feito por ela. Mas ao ouvir seu nome e sobrenome um frio de medo percorre-lhe a espinha e logo pensa:  - Essa não, ela descobriu que derrubei o vaso! 
De ombros e cabeça caídos o garoto se aproxima da mãe, pronto para o tapa  na cabeça e os gritos. Em sua cabecinha a única coisa que se passa não é o arrependimento de ter quebrado algo, mas sim a vergonha de ser  repreendido na frente dos meninos do bairro. Sua reputação seria manchada por varias semanas. 
Assim, que chegou a frente da mulher levantou os olhos lentamente. Fez uma expressão de gato tristinho, e um biquinho fofo com os lábios rosados. 
- Sim, mamãe?
- O bolo está pronto. Vá lavar as mãos e venha comer antes que esfrie. - Disse ela afagando a cabecinha de seu rebento. 
- Esta bem, mãe. - entrou todo feliz da vida. E acabou esquecendo do vaso quebrado. 
E a mãe sorriu, ao pensar : - Garoto bobo, consegue me fazer reprimir uma bronca apenas com um  olhar de gatinho arrependido. Com certeza puxou o pai ... 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Algo no seu jeito.

Não sei o que é. Não sei o que me faz sorrir assim. Não sei o que me faz elevar aos céus apenas por ter você perto o suficiente pra sentir seu vento ao caminhar. Ou ainda lembrar que respiro o mesmo ar, saber que talvez por algum motivo você se lembrou do meu nome nesse dia. As coisas são tão complicadas quando se fala se sentimentos, mas quando tento falar com você é algo tão simples como apenas viver. Sinto vontade de  te abraçar, beijar e tocar a cada instante. De viver em um mundo etéreo onde tudo não tem forma, a não ser nossa cama em que ficamos deitados a nos admirar. 
Sinos tocam em minha cabeça. Luzes piscam coloridamente em meus olhos. E meus dentes teimam e se mostrar em forma de sorriso. Meus desejos misturam-se com o frescor e alaranjado do por-do-sol. Minha alma voa com as borboletas. E meus textos ficam cheios de fantasias e frases sem caminho algo, como este que estou a escrever. 
Minha nossa ... minha nossa ... minha nossa!
É tudo que consigo pensar ao tocar o peito de onde um calor dolorosamente apaixonante faz minhas faces corarem. Nesses momentos sentimos uma ânsia inegavelmente de voar, ficar perto das coisas naturais, viver leve como uma joaninha. 
Eu não sei como o resto do mundo se sente ao ficar apaixonado. Sei apenas que quando eu estou, fico me sentindo como a este texto maluco e ao mesmo tempo totalmente com sentido. O mundo se torna nosso. Neste momento aquela frase do final do livro O Pequeno Príncipe encontra uma resposta: " Terá ou não terá o carneiro comido a flor ?" ... 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As chamas.

Primeiro são apenas faíscas quase insistentes que permanecem no fundo do nosso corpo. Sentimos nada além de um formigamento, uma coceira na panturrilha. Que não nos impede de andar mas nos deixa meio que fora de nossa zona de conforto. Então, uma longa caminhada surge diante de nossos olhos. Em cada passo, esquina, rua, bairro ou quarteirão que percorremos esse comichão vai aumentando. Com ele pensamentos surgem ... Onde ele está? ... O que estará fazendo? ... Aposto que está com aquela bruxa! ... Você tem que fazer algo! 
Isso que nos envolve é o ciumes. São chamas violentas que dominam todo o nosso ser em questão de segundos absurdos. Mas como não senti-lo. E se senti-lo nos faz perceber que gostamos mesmo de algo ou alguém, como podemos desejar não ter ou nos mudar?! Fazer isso não mudaria nosso amor e desejo por eles?!Alguém uma vez me disse que ter ciumes é cuidar. Mas em que linha o ciumes passa a ser algo bom para uma perseguição? Eu não faço ideia sinceramente. Mas confesso que também sinto este louco poder sobre mim as vezes. 
Tenho a sorte de sair dessas crises com poucos estragos. Porque nessas horas penso em tudo o que aconteceu e no que acontecera.  E também reflito se vale a pena machucar nossos queridos por um curto momento de imperfeição e duvidas. Para mim isso não é o suficiente. Sigo em frente e penso com a razão. Afinal de contas no mundo já existe muitas brigas que não escolhemos, pra que criar mais uma ... 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lineage.

A fantasia e os jogos deviam sempre ser o que as pessoas mais gostariam de pensar ou fazer. Hoje me deparei com um super jogo online chamado Lineage. Este jogo de elfos e magia contém lutas de espadas, amor, vida e uma saga impressionante.
Por isso achei que seria uma ótima atração para todos os internautas e vocês que gostam do que eu escrevo. Pois precisamos de um pouco de música e algumas teclas de jogos na vida.
Beijinhos. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pedido de um amigo.



Bem, vamos lá. 
O meu post de hoje é um pedido de um grande amigo meu do coração. Ele se chama Daniel, é muito apaixonado por rock, e um pouco de metal. E como eu gosto do seu gênero musical decidi fazer o desejo dele real e postar esse vídeo no blog. 
Então um pouco de cultura das sombras pra vocês meus caros. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Supermulheres de ontem, hoje e amanhã.


Desde de a época em que nós andávamos de vestidos ricos, cobertos de pregas. Eramos seguidas por velhas senhoras para que nenhum homem do mau nos incomodassem que sonhávamos em viver em um mundo de direitos iguais. Bem isso pode ter sido em alguns séculos, mas as mulheres lutaram por seus direitos e conquistaram. Hoje em dia saímos de casa para ir trabalhar. Viramos escritoras, advogadas, pintoras, arquitetas e até mecânicas. Foi como um sonho conquistado. Finalmente podíamos falar e ser ouvidas. 
Infelizmente, a igualdade dos sexos não aconteceu, ainda, em todos os lugares do mundo. Em certos modos de vida a mulher ainda é vista apenas como dona de casa. Que trabalha para a casa e seus descendentes e marido. Um dia talvez esse direito se espalhe totalmente por todos os cantos das galaxias. Mas até lá devemos lutar cada dia um pouco. 
Outra coisa que me entristece muito, é o fato de a igualdade ter subido a cabeça de algumas de nós. Acabando com os sonhos de amor, esperança e as bobagens sentimentais. Alguns dias atras vi uma querida pessoa dizer que estamos nós tornando como aqueles homens insensíveis e cruéis do passado. Virando mulheres fúteis e escandalosas de brigas de ruas. Ou então em um exemplo atual, aquelas menininhas que postam em suas páginas na internet assuntos banais, fotos "feias" , e palavras grotescas que não deveriam sair da boca de nenhum ser humano. 
Penso que quando nossas antepassadas lutaram pela igualdade, não lutaram para que ficássemos rudes e sem vergonhas - como diz minha avó. Então, devemos parar um pouco com essa vida de direitos para pensar bem no que estamos deixando de lado. Pensar em como estamos agindo. Pensar em como vamos querer ser vistas no mundo de amanhã.

Em minha opinião, devemos voltar a ser aqueles seres belos e pregoados de rendas, mas que sabem dar um  mergulho de uma ponte imaginária de sucesso em uma carreira com dignidade sem nem ao menos tirar os sapatos de salto alto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dores.

Há pessoas que tem dores maiores que as minhas
mas faço parte desse  grupo
mesmo que seja em ultimo.

Vozes ouço,
não são de fantasmas.
São dos homo sapiens que me esqueceram

Sou lembrado, é claro
na agonia
na zombaria e na distração.

Me chamo de vento
pois todos me sentem
e logo passo para o esquecimento

Tormentos em formas humanas
Isso sim eu conheço

Tento ser gentil
Mas meu ser não é assim.

Então, caiu nas profundezas da imaginação
que é o mundo em que vivo a ilusão



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Paixão pela escrita.

Os carros passavam em uma pequena velocidade pela rua. Lojas de varias cores começavam o seu dia. Pessoas circulavam procurando realizar seus afazeres antes da hora do almoço espremerem seus estômagos. Em um dos lados da rua um carro cinza vulcânico estava estacionado. Suas janelas e portas completamente fechadas. No interior dele, uma moça sentava-se no banco da frente ao lado do motorista. Ela tinha um pacote de folhas no colo e um lápis entre os dedos. Este lápis riscava a folha como um amante ao tocar a mulher desejada. 
A mente dessa garota viajava em pensamentos sobre o vazio. O vazio que sentia ao escrever suas memórias. Era como flutuar em um mar sem som. Andar em uma rua solitária. Respirar fluídos novos e revigorantes. Então, ela percebeu que não era o vazio que sentia. Mas sim paz. A pura e deliciosa paz interior. Uma paz encantadora um meio ao barulho que surgia lá fora. 
Percebendo isso olhou pela janela ao seu lado. Pessoas continuavam no mesmo vai e vem. Algumas nem viam que ela estava lá as observando. Isso poderia magoa-lá em certas circunstâncias, felizmente naquele momento isso não acontecia. Sua ausência lhe trazia uma adorável vida e desejo de se fazer vista e ouvida. E o que melhor fazer para demonstrar isso do que fazendo sua atividade favorita. Escrever...