terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O modo de ser.


" Assim que eu sei viver
Por isso eu invetei
Esse jeito de agir
Pra disfarçar o que senti "

Símbolos impressos em uma parede solidamente mole. Sentimentos percorrem meu mundo me guiando de forma velha. O jeito de ser do meu coração eleva minha alma aos céus. Nesses instantes o que eu sou, e o que deveria ser confundem-se como dois pincéis de cores distintas. O sabor puro do prazer enche meus lábios. Uma força de lutar percorre meu corpo frágil. Vejo a liberdade nos tons azuis esverdeados das ondas do mar. A aura do vento me envolve trazendo um doce abraço do meu ser. Como é bom saber o que sou em um mundo tão vasto. Um mundo de flores tão belas quanto o brilho de estrelas. Nestas palavras revelo a linha do pensamento que está em minha mente. Fazendo um texto de palavras ao acaso  formarem uma mensagem do ser vivo. Que com garras, armas e um olhar de mau fazem tudo ser presente. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Face diminuta.

Oh, face própria
que me engana a alma
reflete a tristeza ao chorar
e a alegria em um espelho velho
Como pode meu rosto
ser tão diferente ao mesmo tempo igual
ao espirito dessa casca 
seu jeito me atrai
mas sinto que algo ira mudar. 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Amor metamorfo.


Quero você não para ti ter 
mas para ser seu 
Quero ser seu anjo
te proteger e te amar
e minha única força vira do teu olhar

Quero ser o teu lobo
 pelo qual uivará 
como se fosse a lua cheia 
 em teu beijo encontrar minha própria natureza

Quero você toda para mim
Para que minha imortalidade nunca tenha fim
sentir a dor do inferno sempre que te ver chorar
me tornar um cavaleiro do apocalipse 
para fazer parar 

Serei seu, cavalheiro, serviçal
apenas para ter você 
como minha rainha
 Não importa quantas luas leve 
mas sempre te esperarei

Apenas para que você seja minha. 



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Almas, castelo e nuvens.

Tantas pessoas as procuram, outras nem acreditam. Mas a maioria no fundo deseja  ao menos sentir aquela conexão de seres e mentes. Que elevam o ser ao ponto mais alto de um pé de feijão, rumo á um castelo mágico de onde um gigante de emoções os envolveram para uma noite apaixonante. Um lugarzinho belo sob as estrelas que pode ser minimo, com espaço as vezes apenas para uma pessoa. Nesse espaço o sentimento é tão puro e envolvendo que o corpo chora de felicidade. Felicidade absurda de um tom amarelo avermelhado de por-do-sol que faz alguns minutos serem eternos na alma. Nessas horas a alma gêmea parece ser tão real! Só que ainda existem aqueles que dizem que não. Então para esses digo: alma gêmea não é aquilo dos filmes ou livros, que apenas com uma palavra trocada a pessoa já sabe que vai ser o certo. A verdadeira alma correspondida é aquela que vivemos juntos um tempo, partilhamos caminhos, escolhas da vida. Aquele sentir que cresce a cada dia mais e mais. É o cuidar da pessoa querida  por toda uma vida terrestre. Sentir que na velhice você vai poder sentar ao lado dela(e) em uma varanda e falar apenas com um olhar. Esse amor é o que significa de  verdade uma alma gêmea. É o amor de dias e dias cuidando e convivendo mesmo nos momentos tristes. Com isso sim a vida do amor virá um mundo de fantasia, anjos e castelos em  nuvens. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Passeio cigano

"E eu digo. Ei você, você não é tolo. Se você diz que não. Não é assim que a vida acontece.
As pessoas temem o que eles não conhecem. 
Venha para o passeio."

Shakira Gypsy


Passeio Cigano 

Luzes que se rompem em uma ciranda energizante
fogueiras que cantam
no som de uma gaita e um pandeiro.
Saias rodadas coloridamente 
coletes negros como a noite
que fazem os passos dos jovens, velhos, crianças
Sorrisos livremente desinibidos
olhos de desejo
Na boca o gosto de terra de uma jornada deliciosa
Que vida de excessos prazerosa
poder da magia lunática nas brisas doces
como um grupo é tão belo?!
porque são pássaros
Pássaros que voam com a mente
dançam junto do espírito e, 
vêem as almas do lado de fora. 


Uma música para alegrar e entristecer ao mesmo tempo. 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Viver tudo.


Ruas felizes ou tristes
rosas brancas como a neve 
ou vermelhas como o sangue magoado
a brisa
que flutua pelos corpos o enamorando 
fazem a vida ser tão docemente simples

Ruas felizes ou tristes
guias de livros coloridos
 páginas quase em branco
apenas manchadas por aquele lindo nome
Ah! Como as estrelas brilham
fazendo minha face pegar um pouco de pó estrelar

Ruas de viver o tudo
mostrem-me  um país novo
Não!
Melhor ainda
transforme a minha em algo que vale a pena 
Transforme-a em um raio de felicidade
que o leva junto ao coração

Amanda de Andrade

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Para o vazio dele.

Oi, eu sei que não vou te mandar isto. Mas escrever me faria muito bem mesmo assim. As coisas estão indo bem sabe. As vezes sinto o peso que você deixou em meu coração. Nessas horas a saudade me dá um aperto. Não consigo mais viver com outro. Sempre que tento levar a diante algo, me recordo de você. E do que aconteceu. Eu amava tanto você. Fiquei cega por tudo o que você dizia a mim. Fiquei cega por amar o ser humano que foi pintado de aquarela a mim em uma tarde de sol. Uma tarde tão inocente e verdadeira de minha parte. Mau sabia eu que para você tudo não se passava apenas de alguém que lhe daria gemidos. Mas, hoje algo chegou a meus ouvidos. O fim, também é um começo. Eu sei que nunca mais confiarei tão facilmente em alguém. Mas irei confiar com o tempo. Sei que o amor não surgirá tão rapidamente, mas ele vai surgir. E tenho certeza que todos os planos e sonhos que tivemos juntos, irão se realizar com um outro ser que merece ainda mais. Infelizmente, algo sempre será seu. Aquele pequeno pedaço que não pode arrancar do meu coração. O resto, irei dar a outro que vai ser um príncipe de verdade. 


Até lá quem sabe querido ... 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Primeiro selinho.

Borboleta de luz.


Voa sob o céu azul
Plana entre as folhas verdes 
que fazem o brilho refletir 
Com cores de intrigantes perfeições
azuis, vermelhas, pretas e roxas

São pequenos algodões coloridos a voar
grãos de beijos doces
cheiro de flores frescas da lua
e um contorno circular apaixonante
que voam as borboletas 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma ilusão.

Aqui neste mar devasso procuro uma forma de viver. Um jeito de circular o ar pelos pulmões tão fechados que  um sobro não entraria. Quero que o sol ilumine pelo menos um quarto a menos do que está acostumado. Para que assim o calor não me mate em meio a água. Uma água tão molhada e azul que atrai meu corpo, mas se minha linguá a tocar o gosto será de lágrimas salgadas de amor partido. O mesmo amor que me trouxe aqui jogado de um avião voando baixo. Nossa, como eu queria estar lá mais uma vez! Olhando para o lado, vejo para que suspiro desejo voltar. Um suspiro de dois. Um compartilhamento de seres em suor, fome, amor... 
Mas ainda estou presa no mar aberto. Ou melhor, fui  presa no mar aberto sem escolha de reconciliação. Este mar de ilusão tão faminto que faz meu coração se empedrar. E minha alma pedir mais um dia. Por favor! Apenas mais um dia com aquele doce suspiro forte. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Colorir em dor.


Lagrimas fundas, negras
brilho molhado de incertezas 
gestos tolos de  um diamante
Algo momentaneamente doloroso 

Pétalas  que caem de um muro
muro de pedras borbulhantes 
sons meigos de uma coruja ao anoitecer 
de olhos imensos e lábios pequenos 

Roxo de um sonho inventado
Rosa de um amor conquistado 
Azul de um oceano de verão
as tristezas se vão ao colorir. 

Amanda de Andrade

Mentiras e erros bobos.

Porque mentimos para alguém? Porque mentimos para nós mesmo? O que essa palavra de apenas três silabas possui que as vezes achamos que usa-la irá poupar a pessoa que nos preocupamos. Tudo fica tão certo com uma falsa palavra as vezes. Uma palavra para tentar não magoar ... Mas, então,  é justo a palavra mentirosa que faz o outro ficar triste. Nesse ponto da historinha desejamos implorar aos pés do tempo e pedir para voltar  algumas tenras horas. Apenas para fazer o momento diferente e menos infeliz. Quando nosso pedido não é aceito, ficamos desesperados inutilmente. Tristes por ter perdido algo que queríamos proteger acima de tudo. Guardar este ser de espirito fantasmagórico para sempre dentro de um baú no fundo do mar, na fenda mais profunda. Bem, todo ser humano erra. Com erros vem os ensinamentos. No meio de tudo  que fica muito confuso, vemos que sim, o erro foi completamente nosso. E não há desculpas. Resta, chorar por horas. Ver um filme ou escutar uma música triste. Guiar o coração para um caminho de aceitação em que talvez, talvez mesmo, o nosso erro seja perdoado. 


Vida
Morte e dor
sonhos que caem pelo abismo
sentimentos ressentidos pelo amor
Uma luz fraca  pedindo socorro  para o calor
o que fazer nessa solidão?
Torcer, meu amigo
Torcer para que os dias de verão
e os sonhos de felicidade possam lhe dar
uma chance mais







sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aquele alguém.


Olhos brilhantes como a noite
Palavras doces como o som do vento
traços finos e grossos
em um mistura que te envolve loucamente.

Olhos de fantasia ultra interligadas
Uma vida que te atrai 
eleva-te ao céu e inferno em uma única passada
guia o corpo ao prazer absoluto do tempo

Ah, aqueles olhos brilhantes!
A boca de espessos lábios, pele de pêssegos avermelhados
voz de anjo caído das nuvens mais atormentadas 
Ele é um ser mítico ou real? ( Oh! Que seja real! )

Meus queridos olhos brilhantes 
Vibrem por mim ao passar
Me envolva com um macio cobertor
e me afundem em um rio de amor
para que você se torne aquele alguém para mim.

Amanda de Andrade


Além de nossa compreensão - Segunda Parte.

... Deixando-o com seu pedido sem resposta...


Hipnotismo e um coração partido. 

Algum tempo se passou. Minha mente havia crescido um pouco mais com os dias. A vida havia se tornado muito além do que esperava. Meus fins de semanas começaram a ser passados naquele pequeno Oratório. Nesse lugar, uma hora era para os estudos bíblicos, e o resto da tarde para brincadeiras e felicidade. 
Agora, deste lugar onde estou escrevendo, lembro-me de uma tarde não muito intensa. Nem muito festiva. Mas uma tarde que fez um olhar se tornar uma doce lembrança. O céu azul brilhante fora pintado por vários algodões doces brancos. Passarinhos brincavam na grande árvore do lado da quadra de esportes da escola. Jovens, crianças e adultos corriam, gritavam de alegria, e participavam daquele momento fraterno de divertimento. 
Eu não me excluía disso. Perto de um quiosque de granito, uma mesa de ping pong havia sido posta. Vários meninos em fase quase já adulta disputavam longas partidas de salvação do mundo. - Pelo menos era como eu brincava de pensar - A pobre bolinha sobrevoava a mesa verde musgo de um lado para o outro, encontrando um destino muito doloroso ao se chocar com uma raquete.
Em meio a uma grande partida de dois campeões senti algo diferente. Uma especie de impressão fixa direto em minha direção. Olhei para o lado direito. Talvez fosse apenas coisas da minha mente muito boba. Sacudindo a cabeça e, rindo de mim mesma pela tolice voltei a observar o jogo. Mas a sensação voltou a me preencher. Meio preocupada com aquilo, decidi ir tomar um pouco d'água e caminhar. Antes mesmo que eu saísse do lugar onde estava, eu o vi.
Ele estava a uns dez metros de mim. Parado olhando o jogo como eu havia feito alguns minutos atrás. As mãos colocadas dentro do bolso, a cabeça reta sobre o pescoço, e um meio sorriso no rosto. Tony. Um nome tão belo para um ser mais belo ainda. Olha-lo me hipnotizava de uma tal forma que até a respiração sumia de meus ouvidos. 
Eu não sabia o que significava aquela sensação ao olhar para ele. Só mais tarde, quando fiquei adulta que percebi o que era. Eu estava apaixonada por um jovem brincalhão e lindo. Uma pessoa que ... começou a virar o rosto para mim! 
Assustada com o que ele poderia achar, acabei que rapidamente virando meu próprio rosto para o outro lado. Torcendo para que ele não tivesse me visto admira-lo. Quando tive coragem para virar os olhos novamente naquela direção, tive uma surpresa. Minha irmã estava abraçada a ele. E ele sorria tão gentilmente para ela. Aquele foi o momento do meu primeiro coração partido. Triste pelo fato novo, voltei a olhar o jogo. E esconder as lágrimas para dentro de meu coração. 

Continua ... 


Amanda de Andrade

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Além de nossa compreensão.

Bem, meu caro leitor, vou fazer alguns posts diferentes essa semana. Contando uma pequena história de amor que se passa durante mais de uma década. Espero que gostem muito. Pois adoro histórias assim. Hoje vai ser o primeiro pedaço. Sorte no amor pra vocês. =D

Lembro-me daquele dia no campo de futebol como se fosse há apenas um momento atrás. O sol estava morno pairando acima de nossas cabeças, a grama  um pouco molhada pela chuva recente, e as crianças corriam para comer seus lanches deliciosos. Mas como toda boa imaginadora fiquei para poder fantasiar histórias de aventura no fim daquele extenso gramado. Logo depois de mim minha irmãzinha corria como um cachorrinho perseguindo uma borboleta. Era sem dúvida uma tarde linda. 
Em meio aos fantasmas e as lutas com os dragões, ele se aproximou. Ficando meio que escondido por uma fina planta. Sua pele azeitona era algo que uma criança de doze anos acharia tão inocentemente bonita. Os olhos castanhos escuro brilhavam sob o sorriso branco. As mãos caídas do lado do corpo, e a cabeça um pouco virada para a direita o fazia ser um enigma tentador. 
Não sei se foi minha imaginação fértil ou se foi a magia daquela tarde, apenas sei que senti algo relacionado a ele. Curiosamente me aproximei dele e retribui o sorriso. E por sorte minha pequena irmã se aproximou gargalhando por ter pego a pobre borboleta. 
- Olha, olha! - Mostrou seu troféu de caça. 
Como um anjo o garoto caminhou alguns passos em direção a menininha. - Deixe-me ver? - Pediu ao pegar o inseto e o libertar  para mais algumas semanas de vida. Fazendo Pâmela, minha irmã, correr novamente atrás do bichinho. Novamente ele me olhou. Em seus olhos uma espécie de fascínio e constrangimento estavam presentes. 
Então, aquela brincadeira tola de se olhar ficou distraída pela minha imaginação. Comecei a me afastar olhando as pequenas formigas negras carregarem alimento para a toca. Minutos se passaram até que Pâmela se aproximou novamente de mim, dessa vez com uma folha brilhante nas mãos dizendo: - Bianca, ele disse que se você quiser namorar ele é pra pegar a folha e entrar de volta. Se não é pra pegar e jogar no chão.
Um sentimento de atordoamento me envolveu completamente. Aquele era meu primeiro pedido de namoro?! O que eu devia fazer? Ele nem falava comido direito, agora estava ali nas mãos da minha parente um pedido... Olhei-o, até que ele me atraia. O que eu diria a meus pais - Mãe, pai estou namorando o Cassiano.- Que ideia! Eu tenho apenas dez anos, não posso ter um namorado. Ainda mais ele que é tão mais velho. Dois anos a mais. Mas e se ... Não posso, disse a mim mesma. 
Como uma resposta nem afirmativa e nem negativa sorri para ele, acenei com a cabeça e fui lanchar. Deixando-o com seu pedido sem resposta. 

Continua ... 

Amanda de Andrade