sábado, 4 de fevereiro de 2012

Além de nossa compreensão - Segunda Parte.

... Deixando-o com seu pedido sem resposta...


Hipnotismo e um coração partido. 

Algum tempo se passou. Minha mente havia crescido um pouco mais com os dias. A vida havia se tornado muito além do que esperava. Meus fins de semanas começaram a ser passados naquele pequeno Oratório. Nesse lugar, uma hora era para os estudos bíblicos, e o resto da tarde para brincadeiras e felicidade. 
Agora, deste lugar onde estou escrevendo, lembro-me de uma tarde não muito intensa. Nem muito festiva. Mas uma tarde que fez um olhar se tornar uma doce lembrança. O céu azul brilhante fora pintado por vários algodões doces brancos. Passarinhos brincavam na grande árvore do lado da quadra de esportes da escola. Jovens, crianças e adultos corriam, gritavam de alegria, e participavam daquele momento fraterno de divertimento. 
Eu não me excluía disso. Perto de um quiosque de granito, uma mesa de ping pong havia sido posta. Vários meninos em fase quase já adulta disputavam longas partidas de salvação do mundo. - Pelo menos era como eu brincava de pensar - A pobre bolinha sobrevoava a mesa verde musgo de um lado para o outro, encontrando um destino muito doloroso ao se chocar com uma raquete.
Em meio a uma grande partida de dois campeões senti algo diferente. Uma especie de impressão fixa direto em minha direção. Olhei para o lado direito. Talvez fosse apenas coisas da minha mente muito boba. Sacudindo a cabeça e, rindo de mim mesma pela tolice voltei a observar o jogo. Mas a sensação voltou a me preencher. Meio preocupada com aquilo, decidi ir tomar um pouco d'água e caminhar. Antes mesmo que eu saísse do lugar onde estava, eu o vi.
Ele estava a uns dez metros de mim. Parado olhando o jogo como eu havia feito alguns minutos atrás. As mãos colocadas dentro do bolso, a cabeça reta sobre o pescoço, e um meio sorriso no rosto. Tony. Um nome tão belo para um ser mais belo ainda. Olha-lo me hipnotizava de uma tal forma que até a respiração sumia de meus ouvidos. 
Eu não sabia o que significava aquela sensação ao olhar para ele. Só mais tarde, quando fiquei adulta que percebi o que era. Eu estava apaixonada por um jovem brincalhão e lindo. Uma pessoa que ... começou a virar o rosto para mim! 
Assustada com o que ele poderia achar, acabei que rapidamente virando meu próprio rosto para o outro lado. Torcendo para que ele não tivesse me visto admira-lo. Quando tive coragem para virar os olhos novamente naquela direção, tive uma surpresa. Minha irmã estava abraçada a ele. E ele sorria tão gentilmente para ela. Aquele foi o momento do meu primeiro coração partido. Triste pelo fato novo, voltei a olhar o jogo. E esconder as lágrimas para dentro de meu coração. 

Continua ... 


Amanda de Andrade

Um comentário:

Amanda Andrade disse...

Adoro contar histórias kkkk :)