quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Além de nossa compreensão.

Bem, meu caro leitor, vou fazer alguns posts diferentes essa semana. Contando uma pequena história de amor que se passa durante mais de uma década. Espero que gostem muito. Pois adoro histórias assim. Hoje vai ser o primeiro pedaço. Sorte no amor pra vocês. =D

Lembro-me daquele dia no campo de futebol como se fosse há apenas um momento atrás. O sol estava morno pairando acima de nossas cabeças, a grama  um pouco molhada pela chuva recente, e as crianças corriam para comer seus lanches deliciosos. Mas como toda boa imaginadora fiquei para poder fantasiar histórias de aventura no fim daquele extenso gramado. Logo depois de mim minha irmãzinha corria como um cachorrinho perseguindo uma borboleta. Era sem dúvida uma tarde linda. 
Em meio aos fantasmas e as lutas com os dragões, ele se aproximou. Ficando meio que escondido por uma fina planta. Sua pele azeitona era algo que uma criança de doze anos acharia tão inocentemente bonita. Os olhos castanhos escuro brilhavam sob o sorriso branco. As mãos caídas do lado do corpo, e a cabeça um pouco virada para a direita o fazia ser um enigma tentador. 
Não sei se foi minha imaginação fértil ou se foi a magia daquela tarde, apenas sei que senti algo relacionado a ele. Curiosamente me aproximei dele e retribui o sorriso. E por sorte minha pequena irmã se aproximou gargalhando por ter pego a pobre borboleta. 
- Olha, olha! - Mostrou seu troféu de caça. 
Como um anjo o garoto caminhou alguns passos em direção a menininha. - Deixe-me ver? - Pediu ao pegar o inseto e o libertar  para mais algumas semanas de vida. Fazendo Pâmela, minha irmã, correr novamente atrás do bichinho. Novamente ele me olhou. Em seus olhos uma espécie de fascínio e constrangimento estavam presentes. 
Então, aquela brincadeira tola de se olhar ficou distraída pela minha imaginação. Comecei a me afastar olhando as pequenas formigas negras carregarem alimento para a toca. Minutos se passaram até que Pâmela se aproximou novamente de mim, dessa vez com uma folha brilhante nas mãos dizendo: - Bianca, ele disse que se você quiser namorar ele é pra pegar a folha e entrar de volta. Se não é pra pegar e jogar no chão.
Um sentimento de atordoamento me envolveu completamente. Aquele era meu primeiro pedido de namoro?! O que eu devia fazer? Ele nem falava comido direito, agora estava ali nas mãos da minha parente um pedido... Olhei-o, até que ele me atraia. O que eu diria a meus pais - Mãe, pai estou namorando o Cassiano.- Que ideia! Eu tenho apenas dez anos, não posso ter um namorado. Ainda mais ele que é tão mais velho. Dois anos a mais. Mas e se ... Não posso, disse a mim mesma. 
Como uma resposta nem afirmativa e nem negativa sorri para ele, acenei com a cabeça e fui lanchar. Deixando-o com seu pedido sem resposta. 

Continua ... 

Amanda de Andrade

4 comentários:

Maíra Cunha disse...

Adoreeeeei! Loca pra ler mais *-*
http://fazdecontatxt.blogspot.com

Iasmim Kudo disse...

Você tem razão o Elias escreve muito bem..e também é lindo..ufa..é ótimo ter_lo com meu noivo e saber que esses lindos textos ele escreve pra mim..da um passada no meu também..da uma olhadinha.

Amanda Andrade disse...

Sim, pode deixar que eu faço uma visitinha lá.

Beijos e manda um pra ele. :)

Amanda Andrade disse...

Obrigada. ;)