quinta-feira, 15 de março de 2012

Um tilintar de alma.


Oi.  
Eu estava aqui, no trabalho, pensando em como as coisas são inesperadamente estranhas. O céu esta maravilhosamente azul. As nuvens de algodão flutuam lentamente sobre nossas cabeças. Os carros passam em uma velocidade baixa pela rua de palmeiras antigas. Mesmo com todas essas partículas belas, minha mente pensa em você. 
Apenas uns sete meses atrás eu nem pensava, dizia ou cultivava seu físico ou nome pelos lábios. Apenas cinco meses atrás adicionei o garoto que minha irmã amava desde pequena. Eu achei que era apenas para ela vigia-lo ou sei lá... Mas ai dissemos o primeiro “oi”. Fiz a primeira pergunta. Em fim, acabei me apaixonando. Mantive isso em segredo é claro, pelo fato de minha irmã te amar. Quando achava que esse sentimento não me  levaria a lugar algum, você disse estar gostando de mim também. 
Naquele momento me senti tão confusa. 
Eu só havia tido experiências ruins. Que me machucaram muito. Foi por isso que fiquei com o pé atrás, pois você iria descobrir depois – que era o meu sonho de infância que eu tanto desejava. 
Conversas foram aparecendo, dias se passando. E quando eu estava pronta, finalmente você estaria voltando pra mim. Percebi que não seria assim. Você vai voltar. Infelizmente, não vai ser pra mim. Isso, confesso, fere um pouco meu orgulho,  meu coração. Os dias são um borrão de pensamentos. Fico entre um Pierre enamorado e um Pierre amigo. Sei que encontrarei amor e amizade nós dois. Mas apenas um vai dividir a existência completa comigo. Subitamente, enquanto eu estava parada diante desses dois. Foi o Pierre amigo que me estendeu a mão. E eu tive que pegar, pois prometi que seria sua amiga mesmo com um ato terrível.
O fato é que, estou escrevendo isso porque precisava que alguém soubesse do que eu sinto e talvez sinta. Para que o sentimento se torne real.
Carinhosamente... um tilintar de alma. 


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