sábado, 17 de janeiro de 2015

Despedida.

Oi.
Senti muitas saudades dele ontem. Escrevo dele porque nem mesmo sei seu verdadeiro nome. Mas mesmo não sabendo isso uma forte sensação de querer toca-lo envolveu meu coração. Pensei em ligar. Mas diria o que? Como vai a família que ele escondeu que possuía de mim? Ou como vai a esposa que esperava todas às vezes a sua chegada depois de vir me visitar? Aquela que me ligou em uma noite fria e me abriu os olhos para as responsabilidades que você estava fugindo para ter uma aventura enganosa comigo.
Não sei por que meu coração chora de tantas saudades de você sabendo de tudo isso. Ele chora pelos dias ensolarados e raros que passamos juntos. Dias que o tempo parecia parar e nossas conversas se eternizar em algum lugar além do nosso conhecimento.
Acho que é isso que as lembranças de algo que sempre iremos nos apaixonar servem. Sentimos tantas saudades daquilo que não podemos ter, mas que tivemos por pouco tempo. Passamos dias intermináveis com dor, tristeza, irritados por amar o que já tem dono.
No entanto, por mais felizes que éramos surgiu no fim o errado, o incerto, o duvidoso. E agora, no presente, existem sim sentimentos saudosos da sua presença, mas ao lado disso existe um diabinho em forma de pensamento mostrando os acontecimentos de seus atos que me entristeceu profundamente.
Por isso te escrevo. Para colocar para fora as dores que não consigo pronunciar em voz alta. E farei como no romance de Elizabeth Gilbert. “Sinto saudades de você, meu querido amigo. Então vou sentir, e toda vez que pensar em você vou te enviar amor e luz. E depois esquecer. Porque não vai durar para sempre, nada dura.”

Amanda Andrade



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