segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Antes do Amanhecer


Palavras reais de mentes desconhecidas
formando um olhar de vida conhecida
ânsia que surge dos lábios femininos
loucuras na mente masculina

Uma pergunta
a resposta de felicidade 
saltando do trem na parada mais próxima
rumo a magia de uma noite de amor

Caminhadas longas
silencio de corações encantados 
guiando-os em uma dança de cravo 
pelas vielas douradas de uma cidade fechada

Poeira de estrelas? 
Mendigos presos entre Deus e a Ciência
Piadas de uma poeta com os doces
um laço de amor eterno se forma

Tudo antes do Amanhecer 
que faz jovens voltarem a ser aboboras 
ratos e sapatinhos de cristal perdidos
nas mentes de Jesse James e Celine 

Amanda de Andrade








domingo, 13 de janeiro de 2013

Dores

Abrindo os olhos
aquela pontada que mexe até na sua alma
envolve seus sentidos em dor

Movimentar o corpo é difícil
respirar é complicado 
sentir o mundo acordar na manhã fria
é doloroso como choro de bebê

A criança berra desesperada
chamando atenção de sua mãe
falando que algo está errado

Aos poucos você se coloca em pé
e a coberta pesam em suas pernas 
mas você as deixa no lugar 
para que sua dor no ombro não grite de fome. 

Amanda Andrade. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Solidão

Olá pessoal, hoje para começar o ano com uma cara nova, vou dar a palavra, ou melhor a escrita ao meu adorável escritor tímido e namorado Augusto Freitas. Espero que gostem das palavras dele, e caso tenham algo a criticar não fiquem acanhados, pois criticas nos levam a crescer. 

Em um fim de tarde, caminhava pela praia completamente deserta. O sol estava quase se pondo  depois de uma tarde fria de inverno.  Eu ainda pensava em você, pensava no que havia lhe dito em tudo que você me disse antes da saudade chegar. Então olhando para o por do sol minha alma começou  a chorar fazendo gotas de água caírem para fora dos meus olhos. Vi que tinha perdido aquilo que mais lutei para conseguir: um amor de verdade. Perdi por mera futilidade.
 Desfiz nosso amor por me aventurar num lugar que não era para percorrer com meus pés. Tentei me divertir com as luzes da noite e ao dançar nessa pista joguei minha vida fora como um copo de bebida descartável.  Agora não sei o que devo fazer para me desculpar com  a vida passada que sempre foi o caminho certo do meu coração. 
Quando penso, vem em minha mente vários modos de me desculpar. Talvez só te pedir perdão, criar uma cena de amor, lhe mandar flores. Mas sei que o que fiz não tem perdão.
Acho que o melhor seria ajoelhar, olhar para as estrelas e fazer uma prece. Deus é meu ultimo caminho. Agora não sei para onde ir, não tenho mais meu caminho, nem minha própria vida porque que ela ainda tem que me deixar percorrer novamente a mesma estrada. Por isso que rezo e espero o seu perdão chegar todas as tardes. 



Augusto Freitas

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Outono

Folhas cintilantes caem
brilhando os sinos do laranja 
um local do futuro descanso
mando um abraço gelado as frutas
salvando, visualizando e fechando as correntes douradas

Uma música doce reflete a vida
o que é isso? 
ah, outra negócio de vida 
que se mexe de um lado ao outro
voando pelo céu

Gritos de morte 
um aquilo urrado em ouvidos
andando ais e deuses de guerra gigantescos
ou rastejando na cidade sobre sua costas

Antes que o tempo vá embora
com um golpe ninja 
guardado a muito tempo em um estojo de outono
para ser libertado com dureza de marteladas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pista Sinuosa





Pista com curvas da imaginação
O caminho que eu queria não é
Luzes ficaram apagadas
E o sentimento se desfez

Não era minha intenção
Se pudesse ficaria naquele caminho
Fugiria por aquela porta
Morreria pra te fazer feliz

Pista sinuosa a frente
Cuidado, você pode sofrer acidentes.
Pra proteger aquela mente
Dentro do carro preto em velocidade

Gente, eu tentei te mostrar.
Mas o caminho requisitou uma parada brusca
Aquela que eu não queria assistir
Matar algo importante pra mim

Amanda Andrade 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Você é perfeito


"E a única coisa que eu deveria beber era uma cerveja bem gelada
Facilmente mentindo e eu tentei, tentei
Mas nós tentamos demais, é um desperdicio do meu tempo
Cansei de procurar pelas criticas, porque elas estão por todo lado
Eles não gostam dos meus genes, não entendem o meu cabelo
Sempre tão rigorosos com nós mesmos o tempo todo
Por que fazemos isso?
Por que faço isso?


Querido, querido, por favor, nunca  se sinta
Como se fosse menos do que perfeito 
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito para  mim.
Você é perfeito




Querido, querido, por favor, se em algum momento você 
Como se fosse nada, você é perfeito para mim."

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"Tão natural como a luz do dia"





Tudo estava escuro sob minhas pálpebras. O mundo do lado de fora era como uma bola silenciosa de vida rugindo por um rio tempestuoso no mar aberto das desilusões de minha vida. Deitada sob o felpudo cobertor negro me recordei da noite anterior aquele dia. Uma noite tão triste. Uma noite em que vidas terminaram, vidas nasceram e outras foram presas.  Mas também vidas estavam felizes em algum lugar do nosso imenso planeta azul. 

O cheiro dele ainda estava em minhas mãos, o cheiro daquele abraço dourado que eu pode lhe presentear antes dos problemas chegarem a ponta de nossas línguas irracionais de humanos. Aqueles que fazem sorrisos gigantescos de piadas loucas em lágrimas em apenas alguns segundos de batimentos cardíacos. 

Lembrando aquela briga não consegui deixar de sentir meu peito encher de dor, minha respiração virar vespas e minha alma se inflamar de uma tal forma que o simples movimento que fiz para abrir os olhos e encarar o mundo se comparava a levantar um caminhão de desesperança e morte. 

Fiquei tão desesperada. Me faltava ar. Não me existia caminhos. Respostas não eram mais satisfatórias. A brisa de sabedoria da manhã me sufocava. Então, entregue ao devaneio corri, corri para o além de minha casa. Viajei pelas ruas em depressão e trémulas. Voei por entre o riacho de lágrimas. Criei uma bolha de farpas ao caminhar para a porta em direção a liberdade louca que meu corpo precisava. 

O primeiro passo foi "tão natural como a luz do dia" que me irradiou o ser. O sol estava majestoso sobre minha cabeça, seus raios penetrando minha alma de tal forma que suspirei. Aquele calor de estrela ou planeta? Não me recordo agora as regras tolas dos cientistas... aquele ser celeste com sua luz intermitente guiou meu coração até a luz do mundo. Libertando minha alma com apenas algumas vitaminas que seus raios ultravioletas exercem nas minhas células mortais.