sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Companheiros

Com drinks, luzes caiem dos seus olhos
Deixando um sentimento triste em mim
Não chore não toque, não cheire
Lá vamos nós outra vez ...

Porque não podemos?
Ao som de loucos,
Caminhar novamente para o céu
Eu quero voar com as mãos juntos
Percorrer nossas veias sanguíneas loucamente
De volta para casa

Não lute, não se entristeça
Veja o nosso sangue se misturar
Venha, Venha!
Vamos, vamos nos entregar.
Quero que você diga
Amor, Voltemos para casa
Onde o sangue nos guiará
Levantemos amor, sejamos companheiros.

Amor, Amor, precisamos de amor.
Não aguento mais! Ame-me.
Permita-me ter o seu amor
Ou morrerei sozinha desejando o seu sangue.


Amanda Andrade

Tanatofobia

Tanatofobia é uma fobia que se caracteriza pela sensação de extremo medo da morte, pessoas com essa patologia tendem a não sair de casa, evitam falar em morte, e têm pavor de participar de uma funeral. A palavra tanatofobia vem do mito grego de Tânato, divindade grega da morte.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Agitado.


Pula, corre, voa , exercita, transa, conversa, saúde, morte...
Os dias são tão inquietos que mal posso escrever
Queria um desejo apenas
Tempo!
Para fazer tudo àquilo que preciso, com muitas horas de sobra para namorar.
E pensar nos momentos de correria como uma lembrança.

Amanda Andrade



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Coração sonhador.

Meu coração perde o ritmo quando estou sonhando
Sinto-me voar pelos céus, sendo envolvida pelo manto azul celeste
Flutuando por entre as nuvens de algodão doce branco  
Imaginando que sou um demônio a saltitar por entre os mundos. 

Meu coração perde a vibração em meu peito
Quando estou a caminhar sobre as águas dos seus encantos
Beijando as ondas salgadas de seus lábios
Pensando como seria te amar envolvida pelo mar revolto.

Meu coração sobe até a garganta
Ao cheirar seu doce perfume funesto
Meu Deus! Que saudade do meu amor.
Que me fazia sonhar acordada em dias de tristeza.

Meu coração para de bater
Quando vejo sua fotografia velha na estante
E por um instante você está ao meu redor
Conduzindo meu coração sonhador para o túmulo dos pesadelos. 

Amanda Andrade

domingo, 4 de janeiro de 2015

Meu amado papel


Querido Diário, porque querido diário? 
porque começar sempre com essas palavras?
não poderia ser : e ai mano
ou ainda "fala ai cara vamo ter um papo"

Talvez essa sequencia de palavras 
seja dada a abstração da memoria
aquela longinquá que se perdeu o significado do por qual 

Aff, como se diz nas redes
agora como vou saber o porque do Querido Diário
Vou ter que sair pelo mundo a procurar?

Quer saber, deixa isso pra lá
afinal também posso escrever meu amado papel hoje eu fiz ...



Amanda Andrade

Anjos

Eu não sei se é o corpo
ou se é a mente dentro de mim
minha voz acalma no silêncio
sim, é você o meu anjo

Ah! Meu anjo de sorriso
é o final está chegando
eu tentei, juro que tentei
nem tudo é como queremos
não chore, o mundo da sempre voltas

Não me diga adeus
porque eu te entendo como ninguém
a dor e algo ruim
mas eu serei sua amiga pra sempre

Não adianta olhar as estrelas
e se achar sozinho
porque o adeus não vai funcionar
vou sempre ser seu guia

A noite e mais escura ao amanhecer
lembre-se o meu sentimento por você
sim, é
as memorias vão estar pelo ar
e meu amor por sua amizade vivendo
meu anjo




Amanda Andrade

Sereia


As vezes fico a olhar o mar para recordar as lembranças que aquele marinheiro me fazia viver. Ele tinha um sorriso tão belo que me conduzia aos céus. Uma sereia voar é algo tão glorioso. Mas com o tempo as ondas vieram e o pequeno barco do marinheiro foi lentamente levado pela correnteza. Com ele minha felicidade foi junto. 
De vez em quando a dor é muito maior que meu coração. Quando isso acontece acabo caindo em desespero e nadando por entre todos os mares buscando meu doce marinheiro. Ah, que saudade dele! 
Queria tanto sentir seus toques novamente. Olhar seus doces olhos, dormir em seu peito com o quebrar se seu coração sob meus ouvidos . E não importar com sua deficiência, pois seu coração era o que me bastava. 







Amanda Andrade

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Escuro - Parte 1

       Porque será que nossos sonhos fogem tanto de nossas mãos? Você já parou para pensar nisso? Quanto mais apertamos nossos punhos junto ao peito, prendendo nossos sonhos em forma de uma oração a estrela mais brilhante do céu. Parece que mais ele se esvaí pelas frestas de nossos dedos. Fugindo de nossa alma, que se tortura imensamente por não poder mais realizar aquele sonho fugitivo. Certa vez um sonho fugiu de mim.
      Lembro-me como se fosse ontem. Era uma noite fria de algum dia em algum ano. Não me lembro a data com exatidão. Mas me recorde de estar a beira de uma loucura ao observar o cair da noite. A luz do mundo sumia como se uma mãe a tivesse chamado para entrar em sua casa depois de uma longa tarde de brincadeiras. Pensei ao ver o laranja escurecer no  horizonte onde o sol se deitava. O mundo começava a cair em outra dimensão, uma escura e sombria, coberta por ventos e seres misteriosos que as trevas escondiam. Seres com garras gosmentas e olhos vermelhos que estava a espreita de qualquer inocente para devorar ou torturar. 
      Foi então que percebi que os monstros podiam estar saindo de suas tocas e que eu estava sozinha em casa. Minha família não havia voltado ainda. O meu coração começou a bater mais forte, senti um tremor nos joelhos e uma forte sensação de estar sendo vigiada por alguém. Sem pensar duas vezes me fechei dentro de casa. Verifiquei todas as janelas, portas e frestas. Acendi todas as luzes da casa, fechei todas as cortinas. E corri para debaixo das cobertas da minha cama, munida de uma faca bem afiada que encontrei na cozinha. 
    _ Nenhum mostro vai te pegar, Melissa! - Disse para mim mesma engolindo as poucas gotículas que sobraram em minha garganta fechada pelo medo. E assim fiquei por vários minutos que me pareceram séculos. Meia hora depois, percebi que estava fazendo papel de tola. Nada iria acontecer. Logo todos estariam em casa brincando ou brigando, porque é isso que famílias fazem. E esqueceria essa tolice de monstros na noite.
     Sem medo, sai do meu quarto. Guardei a faca e fui até a sala de estar, liguei a TV e olhei pela janela. A noite já estava quase completa e lá fora, no meio das árvores no quintal algo se mexeu de forma veloz. Senti que meu coração parou de bater por um milissegundo. Sem acreditar no que estava vendo levei a mão ao coração e tentei dizer em voz alta.
     _ Meu Deus! É... é um... um... lobisomem.



Continua...

Amanda Andrade