A árvore de Natal piscava a todo vapor. Na televisão, um programa antigo enchia a tela de cenas. chuviscadas. Em um dos cantos o ventilador rodava, fazendo o calor excessivo do Brasil diminuir. - Nem tanto.- Ui ... - disse o pequeno bebê que brincava no chão. Ele era de uma cor caramelada. E deixava uma fragrância de bala ao correr em círculos.
- Fez dodói? - pergunta a mãezinha. Com todo o carinho, ela se levanta e vai atê o rebento. Pregando um estalado beijo no ferimento imaginário. - Pronto!Sarou.
O pequeno volta a sorrir. Mostrando como o Natal dever ser. Ele dever ser um beijo de uma mãe que faz sarar qualquer machucado ganhado durante o ano que vivemos. Assim o dia vira lábios quentes e macios de amor. Que mostram que não importa o que passou para nos machucarmos. No fim, por mais que demore ou seja rápido, há sempre um ... "Sarou".
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